domingo, 6 de maio de 2018

Educação e Indústria


Realmente a ideia do ser humano, enquanto máquinas, ou seja, ”objetos manipuláveis”, ainda prevalecem atualmente, e o que é pior de forma subliminar, ainda que algumas mudanças tenham ocorrido, de fato, o que se percebe é muitos discursos relacionados a direitos humanos como a cidadania crítica e pensante e na prática, a incessante busca por autonomia, liberdade e inserção de pessoas ou grupos de pessoas no processo de construção do sistema tanto industrial, quanto ao educacional.
Esses grupos, aqui mencionados, se referem a pessoas que possuem muitas realidades distintas, como econômica, social, cultural e entre tantas outras divisões e subdivisões existentes nas mais diversas culturas, subculturas e contraculturas. Mas enfim, destacamos nesta reflexão as realidades industrial e educacional e suas conexões, enquanto complementares e dependentes entre si.
Se pensarmos a educação enquanto formação do ser humano, estimuladora deste no convívio e vivência na sociedade sócia- econômica e cultural na qual está inserido, logo imaginamos meios de adequação e adaptação para sua sobrevivência, resultando em processo de aprendizagem receptador, passivo, acomodado e conformado com as exigências e padrões já organizados de acordo com interesses de alguns grupos de pessoas favorecidas com este modelo de organização de sociedade, não generalizando, mas observando que as pessoas enquadradas neste grupo são geralmente políticos, empresários, parentes e amigos destes.
Então a educação está produzindo uma sociedade e ao mesmo tempo sendo produzida por esta sociedade. Será que para transformar a sociedade é preciso reformar a escola? Ou para transformar a escola é preciso mudar a sociedade? Difícil de responder e até mesmo de reformular um questionamento e posterior reflexão que abrange todos os conceitos e ideias sobre este tema gerador: Educação e Indústria, tamanha suas complexidades.
Ao conversar com uma colega sobre o TCC, trabalho de conclusão do curso, esta colega me destacou possivelmente um tema que possuía muito interesse: Como vamos estimular os estudantes, de forma construtivista, para se inserirem no mundo no qual vivemos, sendo este, um espaço de competitividade, injustiças, egoísmo e formas de governar bem distante do que realmente deveria ser? Ou seja, preparamos nossas crianças e jovens com pensamentos e ideias autônomas, críticas e desafiadoras do sistema que vem regendo nossa sociedade, um sistema tradicional e resistente, sem realmente estarmos cientes e convictos da possibilidade de frustrações e despreparo destas crianças e jovens frente aos padrões desta sociedade?
Ainda pode-se afirmar que nem todos pensam e agem assim, como frases: ainda há pessoas boas, Ou nem todo o político é corrupto, e tem também a diversidade cultural. Realmente é preciso refletir sobre planejamento, prática, avaliação de nossa docência, sendo importante a realidade escolar, sócio- cultural do estudante, metodologias, entre outros tópicos do processo de aprendizagem, permitindo uma visão que contemple as pessoas e formas de participação autônoma sem prejuízo e desfalque das situações problemáticas nas quais vivem.

domingo, 15 de abril de 2018

Escolas inovadoras



Refletindo sobre todos os materiais analisados nesta disciplina, percebemos a importância de  não permitir que nossa prática venha a se tornar apenas atitudes que expressem reprodução e transmissão de conhecimentos.  Onde a forma de ensinar e também de aprender com nossas crianças, se torna a base para a eficácia da escola. No texto de Helen, vimos um menininho que criava de acordo com a sua imaginação, que percebeu-se em uma situação pré- determinada, ou seja imposto, deveria fazer o que estava sendo dirigido pela professora, e aos poucos foi deixando de criar, e ao mesmo temo de decidir, pensar, e sendo acostumado a fazer o que lhe é determinado.
É interessante pensarmos em nossa prática, nosso dia a dia em sala de aula, onde se possui uma rotina, combinações para vivermos em um ambiente social e agradável a todos, mas também de oportunidades, desenvolvimento e aprendizagens significativas envolvendo as diversas e múltiplas infâncias, onde o erro é parte da construção, e a autonomia e criatividade se fazem fundamentais.  






https://www.google.com.br/search?q=imagem+escola+inovadora&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwiF86S-x73aAhVIh5AKHQfoApMQ7AkIQQ&biw=1366&bih=637#imgrc=nsh6EbZ4qpf5NM:

domingo, 8 de abril de 2018

Memórias , linha do tempo, uso da tecnologia



A disciplina Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação tratou de enfatizar o aparecimento das ferramentas  empregadas na sala de aula tanto analógicas quanto digitais, nos fazendo refletir sobre a utilização, importância e o desenvolvimento da tecnologia no decorrer dos tempos, referente á educação que abrange não somente a educação escolar, mas o processo de aprendizagem do ser humano, pois vivenciamos e todos os momentos da nossa vida.
      Falando em aprendizagem no uso da tecnologia, realmente vivenciei muitos momentos de conflitos quanto ao uso das ferramentas digitais, ao ingressar no curso de pedagogia á distancia, da UFRGS, pensando muitas vezes em desistir devido a dificuldades quanto manuseio e acesso as tecnologias digitais, mais precisamente o uso do computador. 
        Apesar de ser professora atuante e perceber a era digital a minha volta, lidando com as crianças de turmas de jardim, por exemplo,  jogando no celular de algum familiar, adultos e jovens conectados em ambientes virtuais e o crescimento da tecnologia, eu não havia me dado conta da importância da tecnologia, sua influência na vida de todas nós e como pode ser utilizada enquanto recurso didático.

Imagens






domingo, 1 de abril de 2018

“Escola Semente”



A aula presencial da disciplina de Didática, Planejamento e Avaliação com a professora Simone e a tutora Jaqueline, foi dinâmica, mesmo abordando temas tão fundamentais para a prática, ou seja,  a aula totalmente descontraída e divertida não abalou a seriedade dos assuntos tratadas na aula, pelo contrário, nos trouxe a importância da técnica e a teoria,  e a ênfase nas propostas de trabalhos contemplando Didática enquanto “formalização do ensino” , Planejamento “integrado” e Avaliação como “recurso didático”.
Primeiramente foi perguntando o que vem a cabeça, quando falamos a palavra didática, as respostas e conversas paralelas sobre esta palavra, e o seu significado individual para cada, surgindo respostas: Como ensinar, recursos, estratégias, técnicas, base teórica. Então lembrei-me do tempo em que cursava o magistério, na modalidade do ensino médio, as disciplinas denominadas didática da matemática, didática da linguagem, entre outras didáticas, que pouco me acrescentaram, sendo matérias engavetadas e com base em conteúdos disciplinares dos anos iniciais, e confecções de alguns materiais para uso dos nosso futuros educandos. Enfim, a palavra didática, naquele momento, foi gerando palavras como conteúdos em caixinhas, inutilidade, entre outras palavras sinônimas.
Foram propostas ideias com produção de materiais para os estudantes com quem lidamos, (escrevo palavras estudante, ou criança, para não utilizar a palavra “aluno”- Que significa “ser sem luz”)  e o diálogo com os recursos que já existem em nossa escola, sendo esta uma realidade já existente em nossa educação, pois trabalho em uma escola municipal de educação infantil,  com o prédio cedido pelo estado, estando em péssimas condições de uso para nossas crianças, além de poucos recursos, alimentação precária,solicitação constante para a comunidade de auxílio. Sendo realmente necessário o reaproveitamento de materiais e recursos disponíveis na escola.
Também foi proposto o resgate dos projetos de aprendizagem e  de ensino, enfoque em teroias que contribuam em nossas reflexões, propostas e práticas pedagógicas, planejamento integrado com outros professores da escola, o que também já existe ainda que de forma informal, no momento do almoço, e algumas atividades improvisadas com nossas crianças e ainda perceber a avaliação não apenas como momento final, mas inicial, como diagnóstico. 
A proposta de imaginar-se em outro planeta, cercada por extraterrestres provocou momentos de alegria com risos e palavras ligadas as situações emergentes da educação do Estado e atuação política do atual governador, e ao mesmo tempo palavras de reflexões sobre a escola que queremos construir, e a que de fato, estamos construindo. Nosso grupo pensou em uma escola denominada “Semente”, pensando justamente em palavras que lembrem uma escola construtivista baseada na obra de Jean Piaget (1896-1930), biólogo suíço reconhecido por dedicar sua obra ao entendimento dos processos de aquisição do conhecimento humano.
Palavras essas que são construir, reconstruir, relacionamentos, escola, plantar...Sementes.

domingo, 25 de março de 2018

Trabalhando com diagnóstico


Educação de Jovens e Adultos 19-03-2018- 

A primeira aula presencial da disciplina Educação de Jovens e Adultos foi muito esclarecedora sobre a temática da educação de jovens e adultos, iniciando com a metodologia de diagnóstico, onde foi realizado um levantamento dos estudantes do curso sobre a experiência na EJA, quanto a experiência atual, ou quem já teve ou ainda vivenciou algum tipo de experiência  familiar. 
A professora Aline, juntamente com a tutora Luciane, nos trouxeram a reflexão sobre a importância de um diagnóstico, ou seja, um levantamento sobre quem são as pessoas da turma que estamos lidando, sendo necessário investigar, observar suas culturas, interesses de retornar ou iniciar os estudos.
Também foi destacado a importância de reconhecer os níveis de desenvolvimento dos jovens e adultos e das crianças, com quem lidamos. Que as experiências apontam para alunos com uma idade cronológica sem o pensamento formal, mas mesmo assim ele consegue através da experiência elaborar um projeto, criando hipóteses através da aprendizagem formal, não de forma sistemática, tendo prejuízo linguístico, cognitivo no tempo que passou fora da escola.
Compreendi que a forma com que lido na educação infantil, é diferente de trabalhar com adultos e jovens, porém mesmo que essa distinção já era esperada, confesso, que  percebi o quanto preciso de orientação e uma busca aprofundada da temática, educação de jovens e adultos.
Vimos, a EJA, sendo inicialmente criada para a classe analfabeta, com a crescente necessidade de expansão do comércio, onde é preciso que as pessoas saibam calcular, entre outras atribuições que necessitam de pessoas que sejam alfabetizadas ou possuam algum tipo de conhecimento, além  da imersão da mulher no mercado de trabalho, além das reparações históricas, como as cotas para classes de pessoas, tratando estas, na minha opinião, como pessoas inferiores ou menos incapazes intelectualmente.  
Pensando na tríade: PENSAMENTO- LINGUAGEM E REALIDADE, é possível perceber que diálogo, dinâmica na proposta de atividades utilizando conteúdos e situações que retratem a cultura e a individualidade de cada aluno na Eja são os primeiros passos, se não , o próprio caminho para bons resultados, que sejam significativos e venham a atingir objetivos e tornar sonhos em planos.
Concluindo, das seis hipóteses levantadas na aula quanto ao fato das pessoas retornarem para a educação, após terem se afastado da escola, me identifiquei com a hipótese número seis: A escola conteudista x pedagogia da autonomia que sugere que as pessoas não se "encaixam" na escola retornando quando sentem maior acolhimento.Penso que esta hipótese engloba as demais. Mas uma coisa é pensar, outra é pesquisar e buscar respostas: Confirmando ou rejeitando  todas, criar novas hipóteses.
 Dos tipos de pesquisa; observação, entrevista a aluno e professor, Censo “dados da turma”, construção do próprio censo. nosso grupo escolheu a entrevista, porém conversando sobre os tipos de pesquisa, e é um assunto bastante desconhecido para o grupo, especialmente para mim, vamos empenhar todas as situações, porém dando enfase e apresentando a escolhido pelo grupo, conforme a orientação dada pela professora da disciplina.





segunda-feira, 19 de março de 2018

Aula presencial 12/03- Linguagem e Educação


Nesta aula foi falado sobre a importância na escrita, a professora Rosane da turma E, de quarta-feira e o professor Crediné, coordenador do curso de pedagogia a distancia estavam presentes esclarecendo dúvidas sobre questões como horas complementares, cadeiras eletivas, entre outras questões relativas ao curso.
 Foi sugerido pelos alunos que houvesse uma aula extraordinária de seminário integrador  sobre esclarecimento de dúvidas sobre os assuntos referidos acima, ao que professor coordenador do curso ficou de organizar uma aula explicando.
O professor Crediné ficou impressionado com o fato de duas colegas terem levantado as mãos quando a professora Rosane  perguntou que estava se familiarizando com o blog e com a ideia de produzir escrita associando a pratica docente com as aprendizagens vivenciadas no curso de pedagogia. Foi enfatizando e até mesmo questionando a forma como pretendemos estimular o gosto pela leitura em nossos alunos, se não praticamos e desenvolvermos o nosso gosto pela leitura.
Eu fui uma das pessoas que permaneceram com a mão abaixada e fiquei primeiramente questionando e refletindo sobre a pergunta realizada pela professora Rosane sobre a afinidade com a produção textual do blog, pensei que toda a pergunta sugere uma resposta honesta, que pode vir a se transformar, dede que de fato, nossa percepção sobre o blog, esteja mudando.
Foi destacado ainda neste primeiro momento o blog como ferramenta de apoio intelectual, e não como apenas mais uma tarefa, ou seja, obrigação. Quanto TCC, trabalho de conclusão de curso, será baseado em nossa estágio. Realmente não havia pensado sobre a possibilidade de realizar um tabalho de minha autoria, estou nervosa, mas sentindo-me ao mesmo tempo desafiada, compreendendo que o blog vai contribuir de forma significativa para a minha escrita.
Quanto a disciplina de Linguagem e Educação, com a professora Ivany e tutora Josi, foi um grande prazer observar a afinidade com que as duas lidam uma com a outra,  a tutora já foi aluna do PEAD. A professora Ivany fez relações com a escrita e linguagem de forma alegre complementando a fala dos professores Crediné e Rosane.
Na aula tivemos momentos diversificados como formações de grupos com compartilhamento sobre o tema da linguagem, exposição das ideias dos outros grupos e vídeos bem dinâmicos e reflexivos de bebes e crianças com faixa etária até dois anos. Também foi destacado que a disciplina será baseada em teorias da aquisição oral e escrita pela criança, enfoque na observação, levantamentos de hipóteses, observação dos nossos alunos.


segunda-feira, 12 de março de 2018

Primeira aula presencial do semestre VII


  Na primeira aula presencial do eixo VII tivemos aula da disciplina do seminário Integrador VII, sendo enfatizando a importância do blog, não como tarefa, mas como registro de nossas aprendizagens, momentos de prazer e também foi enfatizando sua colaboração no TCC, trabalho de construção de curso.
  Gostei muito da fala das professoras, quanto à ideia para o seminário Integrador deste eixo, que é colaborar com a escrita, formatação de textos, pois realmente preciso de auxílio na escrita e espero que este semestre, seja diferente, que eu consiga fazer diferente, principalmente na organização das tarefas das disciplinas, nas publicações no blog que venham a atingir os objetivos propostos de registrar aprendizagens e experiências das minhas vivências enquanto professora e aluna e também realizar as atividades da escola e turma que leciono de forma construtivista.
  Quanto à aula presencial, foi proposta uma atividade por etapas:
  Assistir o vídeo “Escolas Democráticas”.
  Refletir individualmente sobre o conteúdo deste vídeo.
              Reunir em grupo e destacar palavras chaves.
           Posteriormente expor para o grande grupo, sendo criado um novo quadro de palavras, das quais se extraíram novas palavras.
  A aula foi bem dinamizada em todas as etapas, mas o que pretendo destacar foi à etapa da construção do novo quadro de palavras-chaves, onde vivenciamos uma pedagogia relacional, onde há construção e reconstrução de saberes de professores, alunos e colegas, todos juntos aprendendo, ensinando e compartilhando.
  Foi vivenciando na aula o oposto do assunto que discutíamos pedagogia diretiva e outras palavras que estão vinculadas a este tipo de modelo epistemológico como tradicionalismo, bancária, repetição, autoritarismo, entre outras palavras destacadas pelo grande grupo. Destaco que a forma prática de ensinar e demonstrar uma pedagogia relacional desta aula foi bem mais eficaz que muitas propostas de análise de textos sobre a temática abordada, embora o suporte teórico se faça necessário e seja realmente útil.
  Refleti sobre as práticas em sala de aula, na educação, nas escolas e principalmente na sala de aula onde leciono e também nas salas de aula de outros professores da nossa escola. Não é possível classificar as aulas como apenas um modelo epistemológico, mas percebem-se momentos distintos que expressam características dos três modelos epistemológicos,  mesmo que haja algum que predomine em alguma aula e professor.
  Não é fácil admitir, que muitas vezes deixamos de propor uma aula significativa para nossa turma, seja qual for o motivo, mas o principal motivo é despreparo e necessidade de constante formação.