terça-feira, 19 de junho de 2018

Inovações


Mapa conceitual sobre inovações pedagógicas e tecnológicas 

Refletindo a cerca das inovações no campo pedagógico e no campo tecnológico  que tem surgindo em nossa época. É coerente pensarmos em mudanças em nosso cotidiano, pois, essas inovações sugerem novos modos de viver, aprender, de ver o mundo, considerando diversos aspectos na história coletiva e individual de cada um de nós e do outro (a palavra “outro” refere-se a pessoa com que temos alguma tipo de relacionamento).
Portanto, pensar inovação pedagógica e inovação tecnológica apesar de estarem intimamente ligadas não implica necessariamente definir que estas são simultâneas e complementares. Entendo inovações como produto da ação humana que transformam o meio social. 
Por isso as inovações pedagógicas, uma vez que a educação tem como finalidade a transformação da sociedade. É preciso romper com a forma tradicional do processo de ensino e aprendizagem.
Vimos um vídeo na disciplina de Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação no qual a professora apresentava a tabuada de forma reprodutora, em um momento da aula,  entra o diretor da escola que propõe mudanças na metodologia da aula, inserido muitos computadores onde a professora utiliza a ferramenta tecnológica disponibilizada de forma parecida ou igual anterior quando apresentava a tabuada no do quadro a mesma postura de ensino e de aprendizagem dos paradigmas tradicionais, baseados nos modelos científicos originários do determinismo, do empirismo e do positivismo que, por sua vez, dão sustentação à educação tradicional, baseada no princípio da memorização e repetição do conhecimento considerado válido,. 
 É preciso que a inovação dar-se-á no momento em que houver uma transformação das relações e do contexto, por meio da ação humana, das instituições e da própria sociedade, na forma de compreender a própria educação.Ou seja, utilizar as inovações tecnologia de forma a oportunizar inovações pedagógicas, onde se favoreça a autonomia, visão critica do mundo, da sociedade e cultura individual e coletiva de cada um de nós, favorecendo um educação libertadora preconizada por Paulo Freire,Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro.



domingo, 17 de junho de 2018

Metade


Esse texto da letra da música foi colocada antes do término da aula de Linguagem e Educação, trazendo um ambiente de tranquilidade e harmonia e ao pensar o quanto é necessário termos equilíbrio em tudo aquilo que pensamos ou fizemos. Às vezes, a correria do dia a dia é tão intensa que não nos permitimos pensar, relaxar e refletir a cerca de coisas tão simples e ao mesmo tempo complexas, dependendo de  nosso ânimo devido a circunstâncias.
Realmente, é preciso organizar-se quanto as tarefas das disciplinas do curso, horas complementares, expectativas quanto ao estágio e ao TCC, trabalho de conclusão do curso, além das atribuições docentes, pois leciono em uma turma de jardim de educação infantil, com planejamento bastante infrequente devido a faltas no quadro e atestados médicos, entre outras atribuições que possuímos, precisando ter coragem, mesmo com medo, ter esperança, apesar das dificuldades, ter paciência, apesar da ansiedade, e muitas vezes lembramos da infância, doce fase. 




Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca pois metade de mim é o que eu grito a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza que a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante pois metade de mim é partida a outra metade é saudade.
Quer as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos pois metade de mim é o que ouço a outra metade é o que calo.
Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada porque metade de mim é o que penso a outra metade um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste e o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância pois metade de mim é a lembrança do que fui a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito e que o seu silêncio me fale cada vez mais pois metade de mim é abrigo a outra metade é cansaço.
Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba e que ninguém a tente complicar pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer pois metade de mim é plateia a outra metade é canção.
Que a minha loucura seja perdoada pois metade de mim é amor e a outra metade também.
Compositores: Oswaldo Montenegro / Oswaldo Viveiros Montenegro
Letra de Metade © Warner/Chappell Music, Inc
Artista: Oswaldo Montenegro
Álbum: Ao vivo
Data de lançamento: 1997





Refletindo sobre o desenvolvimento e aprendizagem


Na aula presencial de Linguagem e Educação contamos com a presença das professoras Aline da disciplina de EJA e Ivany da disciplina de Linguagem e Educação, onde foram feitas considerações acerca da origem do desenvolvimento humano. Refleti a importância de compreender as fases e estágios do desenvolvimento, não de forma estática, mas compreendendo a realidade de cada pessoa considerando aspectos culturais, cognitivos, sociais, afetivos, entre outros que contribuam de forma significativa para nos auxiliar em nosso papel docente e também discente oportunizando uma relação construtivista na escola e na educação em geral.
Grafando-se sobre os planos genéticos expostos no quadro:
1° plano: Filogênese: História, espécie, ser humano com membro de uma espécie, limites e possibilidades de desenvolvimento, espécie humana.
2° plano: Ontogênese: Desenvolvimento do ser, estágios, sequência passageira.
3° plano: Sociogênese: Local onde o sujeito se insere, cultura, as potencialidades, organiza o desenvolvimento, os saberes de forma diferente. Possibilidade dos saberes.
4° plano: Microgênese: História de cada pequeno fundamento psicológico. Não existem duas histórias iguais, história singular, momento essencial de cada sujeito.
Na aula presencial foi destacado que o ser humano consegue caminhar, por exemplo, mas pode voltar pode voltar a engatinhar, progressivamente formando um conjunto de competências no processo de aprendizagem que ele esteja caminhando, estando no plano Odontogenético, Piaget deu bastante atenção para ele, plano dos estágios, da diferença, entre uma idade e outra havendo mudanças de estágios.  O terceiro plano que é popular, é o Sócio genético, plano de Vygosky, onde destaca a influência da cultura na aprendizagem. A professora Aline citou um exemplo: Uma criança que nasce na Amazônia tem diferenças de uma criança que nasce no interior do Rio Grande do Sul, ou em outro lugar. A aprendizagem que a cultura vai incluir no sujeito, pela simples questão do sujeito estar inserido.
Também destacou a questão do idioma como outro exemplo, sendo um conteúdo que nos leva a pensar inúmeras expressões linguísticas, possui menos palavra que o outro tipo de idioma, menos vocábulos, gírias. Havendo sociedades mais silenciosas do que outras, destacando idioma não somente como uma organização de palavras ou uma forma de falar, mas como uma marca cultural de expressão. Na Língua portuguesa tem muitas formas de dizer uma mesma coisa, já a Língua Inglesa é muito sintética, objetiva.
No quarto plano Micro-genético: A intersubjetividade, a marca psicológica da aprendizagem que temos mesmo estando na mesma cultura aprendeu de maneiras diferentes, é o plano bem completo para pensar o pensamento, pois ele tem um marcador bilógico, ou seja, ritmo de desenvolvimento.
Os quatro planos estão interligados nenhum esta superposto ao outro. Para pensarmos desenvolvimento e aprendizagem, implica em pensar em um dinamismo cognitivo, verbal, motor, afetivo.
Mas a pergunta: Porque alguns aprendem e outros não? Alguns não possuem a competência, temos que voltar e exercitar características do estágio anterior. Por exemplo: Alunos da EJA têm uma ideia que está inserida no último estágio de Piaget supondo-se que estão no apêndice, ou seja, no pensamento formal abstrato, elaborando hipóteses, deduções, embora ele tenha a idade adulta, ele não faz abstrações lógicas, como é esperado neste estágio.
Precisamos fazer desafios, investimentos para que estes alunos pratiquem o estádio. Ele não vai chegar ao estádio do pensamento formal abstrato, caso ele não tiver experiências com o concreto. A criança pensa numa onça, quando ela já aprende o que é uma onça, ela consegue representar no pensamento, o conceito onça, a imagem onça, deixa de ser nada para ser alguma coisa ‘capacidade de representação.
Ex: Aprendizagem de número: Número é conceito, símbolo e objeto simultaneamente. Ele tem nome, quantidade, símbolo, sendo muito complicado para quem não fez as abstrações. È Preciso processo de seriação, classificação construção do número.  Não deixar de utilizar o material concreto, é preciso voltar para os discentes que ainda precisam. È importante ter um alfabeto móvel, formato, como se pronuncia.
Questão importante: Querer ensinar tudo para todos do mesmo jeito.  Penso que somente esta afirmação já seria suficiente para novas postagens. Mas voltando ás aulas do Pead, como esta, por exemplo, realmente nos levam a refletir sobre o ensino e a aprendizagem de forma construtivista.

"O desenvolvimento é um longo processo marcado por saltos qualitativos que ocorrem em três momentos: da filogênese (origem da espécie) para a sociogênese (origem da sociedade); da sociogênese para a ontogênese (origem do homem) e da ontogênese para a microgênese (origem do indivíduo único). “falta o autor, mas já pesquiso e posto”


Corpo e Movimento


Refletindo sobre os vídeos propostos na disciplina de Linguagem e Educação “Corpo e Movimento na educação infantil“ no qual “O doutor em educação física, Marco Santoro fala sobre corpo e movimento nas instituições escolares e o vídeo “O movimento do corpo infantil - uma linguagem da criança” Programa do Curso de Pedagogia Unesp/ Univesp, da disciplina D14 -- Educação infantil: diferentes formas de linguagens expressivas e comunicativas percebe-se muita conexão com a palestra da professora Tânia fortuna. Palestra que fala da importância do brincar fazendo muitas considerações sobre o corpo e movimento de forma que denuncia a negação do Corpo e supervalorização da ciência, a razão, desconsiderando que a atividade física.
A escola tem ensinando um ensaio obediente e teórico, a fila, por exemplo, Enquanto na realidade nós somos totalmente corpo, a expressão verbal, gesto, o corpo é a expressão cultural política. O corpo é tudo, não é separação entre mente e corpo. Sendo impossível a separação entre a Escola- Conceito, Corpo e Mente.
“Qualquer professor precisa ter conhecimento e entender o seu compromisso e papel fazendo com que a criança explore, Interage consigo e com os colegas, relaxando no controle” com as crianças, calmo e flexibilidade no planejamento teórico. Estudo, percepção e flexibilidade do professor, no papel social, somente essência teoria não é suficiente. Importante humildade de ensinar e solidariedade de pensar informações- olhar com direção, mas do seu jeito. Planejamento arejado, formação continuada, não estática, velocidade de conhecimento , nada é concreto, imutável,
É preciso quebrar o muro entre a escola e a família.  Entendendo que as crianças já trazem vivencias e experiências corporais, questão de estudo a faixa etária, nas crianças tem diferença de cultura e família.
Perceber a teoria de Vygostky, a chamada zona de proximidade, onde se entende que só posso dar desafios para a criança, se esses desafios, estiverem próximos daquele que ela já possui. Novos desafios, próximo do que ela já domina,auxiliando sua autoestima.  A teoria Piaget destaca a equilibração (a gente domina um novo desafio). Equilibra -Zona de conforto- então necessita de novos desafios- se desequilibra e assim sucessivamente.
Compromisso social- entender qual a sociedade dela que ela esta inserida, trazer as competências dela, que tenha significação para ela com a sua vida, prazer de aprender, se não é somente reproduzir e depois esquece. O conhecimento tem que ser pleno, progressivo, interacionista, respeitando-se as  fases que ocorreria de qualquer maneira, mas que podemos tornar eficaz e completo.
Não preparar para o futuro trabalho ou inserção em uma sociedade, mas transformar a realidade, conceitos críticos, trabalhando cooperação, e questões do afeto: problemas de violência falta de valores e cuidado trabalhar estes conceitos é necessário que a criança seja cuidada, amada, valorizada, construção em grupo e sozinha autonomia, solidariedade, se sinta capaz. Pois o ser humano é o único capaz de construir cultura, entender que as questão motores  estão ligadas a cultura, principalmente a cultura que está  a escola , identidade cultural da criança esta interligada com a cultura.   
 O movimento do corpo infantil - utilização do corpo havendo varias formas de brincar e individual a cada dia. Movimento- conhecimento do intelecto e cognitivo. Desenvolva a criança como um todo nos aspectos físico, cognitivo, social, afetivo. Exemplo À criança manifesta através do movimento mostra sua “situação”, se está alegre, triste, demonstra a sua saúde, situação saúde física e mental.
Há sugestões de atividades: Exploração diferentes de manusear o colchonete, atividades circuitos prepara para quedas e segurança, demonstra diferenças no estágio, oralidade se desenvolve e a duração da atividade dura de acordo com a idade e interesse. Exploração da percepção de materiais recicláveis, através do corpo, meio, objetos, ritmos, distância.
Crianças de zero a dois anos: à vontade para explorar seus sentidos, locomoções, cores, chãos lisos, objetos táteis, subir, descer, longe, perto, contar seus brinquedos, significação com a sociedade. O adulto possa ter percepção na curiosidade dela, pra que ela faça descobertas. A partir de dois anos: Mais coletivo, faz e contar vivências, histórias (e sentir autoestima) foguete-papel.  Quatro anos: Jogos, circuitos, bambolês, cabos de vassoura desenvolvendo coordenação motora, motricidade fina, ampla, construir histórias com capacidade mais. Não tem necessidade de ter as mesas na sala sendo substituídas por cantos temáticos na sala, filas foram  abolida.
A Educação infantil tem que respeitar as etapas desenvolvimento das crianças. Quanto menor a criança, mais movimento. A educação precisa atender o papel social.

YOUTUBE; Corpo e Movimento na educação infantil. (Vídeo 22m e 41s) Publicado em 25 de jul de 2012.  Disponível em: https://m.youtube.com/watch?v=TC3RpoTFb1w
 Acessado em Maio de 2018.
UNIVESP; O movimento do corpo infantil - uma linguagem da criança (Vídeo 13m 35s) Publicado em 26 de mai de 2011 Disponível em:   https://www.youtube.com/watch?v=X1UzQjKZVUA&app=desktop  Acessado em Maio de 2018


  

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Arquiteturas Pedagógicas


Ao ler o texto “Arquiteturas Pedagógicas”, pude compreender as atividades e refletir sobre a importância da tecnologia não somente no uso para a formação no Pead, mas para a prática docente e outras situações da nossa vida, de forma que a inovação pedagógica pode trazer possibilidade e superação de dificuldades quanto a sua utilização. Esta publicação contempla uma resenha descritiva e reflexiva quanto ao texto de autoria dos nossos professores, além de estar inserido na disciplina de Didática, Planejamento e Avaliação e também a disciplina de Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação  com o propósito de explanar novas formas de ensinar, de acordo com o contexto da atualidade e realidade de nossa sociedade, sem prejuízo da aprendizagem, como esta resenha vai descrever no parágrafo abaixo, bem como o todo o texto.
As inovações que a teleformação traz à Educação a Distância consistem na revisão dos processos formativos sobre a base das tecnologias que a educação presencial possui, e não viabilizar um novo modelo educacional, suportado pela tecnologia, sendo sustentada por uma teoria de aprendizagem que a justifique. O ponto de partida é a inadequação da maioria das práticas presenciais para a educação nos ambientes virtuais, onde a separação física cria novas dificuldades na relação professor-aluno e aluno-aluno e, ao mesmo tempo, abre novas possibilidades, dantes nem sequer imaginadas, uso como receita ou como mais uma novidade, logo adiante descartável.
            A Pedagogia da incerteza baseada nas ideias de Paulo Freire e Jean Piaget busca novas alternativas, do debate, da troca. O uso da tecnologia deve preparar o próprio professor para viver a experiência de mudanças no ensino que ele irá proporcionar aos seus alunos. A Pedagogia da Incerteza se assenta em cinco princípios:
 (1) Educar para a busca de soluções de problemas reais;
(2) Educar para transformar informações em conhecimento;
(3) Educar para a autoria, a expressão e a interlocução;
(4) Educar para a investigação;
 (5) Educar para a autonomia e a cooperação.
Arquiteturas pedagógicas – pressupostos
As arquiteturas pedagógicas são, antes de tudo, estruturas de aprendizagem realizadas a partir da confluência de diferentes componentes: abordagem pedagógica, software educacional, internet, inteligência artificial, Educação a Distância, concepção de tempo e espaço. O caráter dessas arquiteturas pedagógicas é pensar a aprendizagem como um trabalho artesanal, construído na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente socioecológico.
(1) Arquitetura de projetos de aprendizagem; compreende o lançamento de problemas e formulações a partir de suas Certezas Provisórias e Dúvidas Temporárias sobre a Questão de Investigação. Desta forma, a busca e seleção de informações, a escolha dos procedimentos de testagem, a proposição de alternativas de solução e a organização e comunicação dos resultados passam a ter a relevância necessária para a construção de conhecimentos. Suporte: criação de um site do projeto na internet.
(2) Arquitetura de estudo de caso ou resolução de problema; O caso ou problema deve ser definido pelo sujeito ou grupo e que possua algum sentido e responder a exigência de uma tarefa complexa. Três questões devem ser satisfeitas, pelo professor, ao apresentar o desafio de estudo de caso ou de resolução de problema: (1) O que o estudante deve saber para resolver este problema? (2) Ele pode realizar por si ou realizará tão somente com ajuda de especialistas? (3) O que o estudante deve considerar?  Considerando o formato de casos ou problemas anteriores como auxílio. Suporte: Componentes de software: um ambiente de autoria de casos, usando diferentes mídias, incluindo textos, vídeos e debates, um ambiente de resolução de casos e um ambiente para apoio à recuperação de casos.
 (3) Arquitetura de aprendizagem incidente; É uma forma de aprendizagem derivada, particularmente em relação a alguma informação impreterível ou cansativa, mas que são necessárias à realização de um objetivo maior, de modo que o resultado final é positivo e desejado, descobrindo atividades que sejam intrinsecamente divertidas de se realizar com software educacional e com a Internet. Suporte; Além da criatividade, é imprescindível para o professor contar com bons ambientes de autoria, trilha virtual, onde o aluno realiza diversas atividades.
(4) Arquitetura de ação simulada. Compreende que o melhor meio de aprender a realizar uma atividade é fazê-la ou aprender a fazer fazendo, sendo o foco da aprendizagem, o domínio da experiência. Exige a criação de simulações que efetivamente reproduzem situações da vida real. Tais situações virtuais têm o objetivo de preparar o estudante a lidar com aspectos complexos que não podem ser vivenciados diretamente ou naqueles em que há dificuldade ou impossibilidade para estar presente diante do fenômeno. Suporte: Os ambientes de simulação requerem suporte à autoria de cenários, descrição de regras e a execução monitorada de ações.
           Atualmente, as arquiteturas pedagógicas e os pressupostos pedagógicos aqui apresentados apoiam a formação do corpo docente e a produção de materiais didáticos utilizados na implementação e desenvolvimento do Curso de Graduação Licenciatura em Pedagogia, na modalidade a Distância (PEAD), oferecida pela Faculdade de Educação da UFRGS.
                É interessante pensar que cada momento oportunizado no curso que estamos realizando não só nos fez repensar a prática docente e formas inovadoras de inserir a tecnologia em nosso cotidiano, destacando aqui, o contexto escolar, mas tem nos ofertado vivências e experiências com estas inovações tão presentes em nossos dias atuais e ainda que a educação a distância, possua algumas dificuldades e adequação a serem superadas como falta de sinal da internet, entre outras situações que podem acontecer com todos inseridos em ambientes virtuais, percebo a importância desta modalidade de ensino que nos permiti ler, refletir, executar tarefas, planejar, pesquisar e compartilhar com flexibilidade de tempo e lugar ao utilizarmos o celular, por exemplo, que possui muitas funções. 

           Arquiteturas pedagógicas para educação a distância*Este capítulo é uma versão revisada do artigo Arquiteturas Pedagógicas para Educação a Distância: Concepções e Suporte Telemático originalmente apresentado no XVI Simpósio Brasileiro de Informática na Educação e publicado nos anais do simpósio. Cf. Carvalho, M. J. S., R. A. D. Nevado, et al. Arquiteturas pedagógicas para Educação a Distância: concepções e suporte telemático. Anais - XVI Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, v.1, p.362-372. 2005.



Sala de aula é lugar de brincar



             Por uma pedagogia do brincar- Resenha Reflexiva da Palestra da Tânia Fortuna
            
            Inicialmente a professora fala das suas experiências e vivencias, relatando que era filha de professores. Lecionou primeiramente pela terceira série do ensino fundamental, e possuía muitos sonhos, não se conformava com a fileira de cadeiras, uma criança sentada atrás da outra, causando opiniões diferenciadas entre pais ou responsáveis dos seus alunos, e colegas professores que expressavam discordância, conformação e compaixão acerca dos seus métodos de trabalho.
Tânia, até então possuía esperança que as situações, poderiam melhorar, quando um dos seus alunos juntamente com o grupo de alunos da turma, se aproximaram da professora e manifestaram o desejo de não seriam mais seus alunos, alegando que não tinham aulas, que simplesmente só brincavam, demonstrando com isto o valor social, simbolismo forte. Neste momento, o desespero tomou conta, pois sua proposta de trabalho não foi percebida, mas com estímulo da família, conseguiu terminar o ano.
            Então optou por trabalhar na educação infantil, onde se sentia mais segura e tranquila, até quando uma menina de três anos de idade entregou-lhe uma folha, dizendo: “Faz tema”. Após um determinado tempo, começou a trabalhar com crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem. Então começou a questionar-se quanto à brincadeira na escola, indo trabalhar em uma turma de uma determinada escola com alunos intitulados por muitos “os piores da escola”.
Tânia relatou que seus relatos provem das experiências reais, de suas vivências, contribuindo em programas e disciplinas que visam o lúdico. Partilhou alguns momentos de brincadeiras, considerações e conversou respondendo a dúvidas que iam surgindo relativas ao ato de brincar.
            Muitos relatos trazidos na aula pela palestrante e colegas do Pead nos trazem reflexões acerca do Brincar. Tânia enfatizou que as crianças são capazes de fazer amigos sem trocar palavras, simplesmente pelo fato de fazer careta, colocar a língua, já, não sendo mais desconhecidos. Através da brincadeira e jogo pode se perceber as relações com o grupo, sinalizam papeis que desempenham no jogo.
            O brincar provoca fascínio ou desprezo. Fascínio quando infância esta associada ao prazer, promessa de futuro, identificando crianças enquanto sujeitos. E desprezo quando o brincar este associado à infância que para muitos em nossa sociedade ainda associam a infância á incompletude, inferioridade, contrate com a cultura das certezas e controles. O que você vai ser quando crescer? È uma pergunta frequente em muitas situações.
Qual o papel do professor da brincadeira? Pergunta formulada por uma colega. Tânia respondeu que o professor pensa no momento da brincadeira, possuindo uma intencionalidade, ou seja, promover o desenvolvimento do outro, já criança esquece-se da lei da gravidade ao andar num balanço, por exemplo, ...”somente alguém capaz de sondar as mentes das crianças será capaz de educá-las (...) (FREUD, 1913, P.224).
Outras perguntas das colegas sobre a forma de brincar dos seus alunos, aparecendo muitas situações de conflitos na turma de crianças de três a quatro, como agressividade e crianças que brincam sozinhas, ao que Tânia reforçou que as crianças nesta idade, geralmente apenas participam das brincadeiras dos colegas, sendo “coadjuvante”, brincando pontualmente, mas não brincam juntos. Além disto, brincar sozinho é uma das modalidades do brincar.
Fez comentários também da afetividade invasiva do professor, em não respeitar o espaço e valorização da autonomia, pois muitas vezes temos a impressão que não estamos trabalhando se não fizermos nada a respeito. Crianças altistas possuem dificuldades de compreender o que é de conta, não flexiva, ao pé da letra.
Enfatizou a importância, de nos “encontrarmos” com nos mesmos, para termos encontro pedagógico e com as crianças dialogar. “é preciso que o educador reconcilie-se com a criança que existe, dentro de si, não para ser, novamente, criança, mas para compreendê-la e, a partir disto, interagir com as crianças em uma perspectiva criativa e produtora”.
Trouxe reflexões quanto o jogo, pois jogar é uma atividade paradoxal; é um grande paradoxo querer defini-la com demasiado rigor. AJURIAGUERRA; MARCELLI, 1986). Não devemos utilizar padronização quanto à teoria e sim flexibilidade, pois a ludicidade engloba muitas palavras.
Muitas vezes o jogo, não aparece na escola, inexistência absoluta de brinquedos e horários para brincar. Separado de atividades escolares, intocável enquanto atividades espontâneas que cumpre seus fins por si mesmo. Não servindo para encobrir o ensino? Aprender sem saber? Manipulação do jogo do aluno, ou seja, o “jogo isca- ensino autoritário”. A Pedagogia Lúdica não engana o outro, disfarçando aprendizagem.
Quanto ao Brincar podemos afirmar: Constitui-se no brincar e nele se expressam: Criatividade, inteligência, simbolismo, imaginação, emoção, linguagem; expressão de conteúdos inconscientes, expressão da apreensão da realidade. È linguagem não verbal- é condição para que a linguagem se desenvolva. Beneficia-se dela.
Brincar desenvolve e propicia: Capacidade de viver, numa ordem social e num mundo culturamente simbólico linguagem e representação iniciativa, curiosidade e interesse, senso de responsabilidade individual e coletivo, cooperação. Relação com limites, corpo, imaginação, estrutura psíquica, capacidade de expressar e enfrentar medos, memória concentração por longo período de tempo, intelecto. Aprendizagem em geral dos conteúdos específicos: cooperar, prever, perder, colocar-se no lugar do outro, imaginar, planejar, realizar, ganhar. Onde o sujeito recria análise, a realidade através do jogo interage com a realidade criada, desenvolve-se e aprende tornar-se quem é.
Diferencia o significado do significante. Ex: Cadeira; desenho, corpo se fazendo de conto que é cadeira, brincando se habilita a linguagem e eles são alfabetizados. Um risco é desenho, é número, é letra. Cabe a nós oportunizar momentos de tranquilidade para agitação e ansiedade. Recriar a realidade, tampinha vira chapéu, entre outras situações.
Motivos pelo que não se brinca na escola: bagunça, agitação, sujeira, dá trabalho, Não é de verdade, Incompreensão de pais e alunos, perder tempo, espaço físico impróprio, Não tem nada a haver com os ensinos escolares, não ensina.  
          A brincadeira com armas: brincadeira de faz de conta, A Criança substitui a experiência real por uma experiência vicária “experiência substituta”, onde lida com a maldade e a morte, e também com o zelo com o brinquedo. Devemos cuidar para não afixar a brincadeira, interfindo na brincadeira.
        Muitas reflexões e aprendizagens surgiram nesta aula dinâmica, rica em conteúdo e prática relacionados ao brincar.
.

Repensando sobre...


            O texto “Tecnologias na escola: algumas experiências e possibilidades”, enfatiza a necessidade de transformar a sala de aula e adequar ao uso de novas tecnologias e reflexão de metodologias na tentativa de construir um currículo que contemple os interesses dos alunos e as mudanças globais. Embora não ocorra, algumas vezes, mudanças pedagógicas de fato, em meros apêndices da grade curricular. Entende-se interação com outros sujeitos sendo fundamental quanto o uso da tecnologia na escola, entendendo que uma nova concepção pedagógica se faz necessária, já que o aprender não está centrado no professor, mas no aluno, e sua participação determina a construção do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades cognitivas.  
Foram destacadas experiências de reestruturação curricular do Projeto Amora (Colégio de Aplicação-UFRGS), no o projeto Educadi (CNPQ), a formação de professoresnos cursos de especialização do Proinfo (SEED-MEC) e o concurso Sua Escola a 2000 por hora do Instituto Ayrton Senna, como os principais movimentos nos quais tivemos participação efetiva e que nos levam reflexões que sobre dos recursos que utilizamos.  Exemplos disto é o Blog Açaí “Ambiente de Criação e Edição de Atividades Interdisciplinares” sendo que visa o registro e o acompanhamento de atividades cotidianas dentro de uma ou diversas comunidades. O Projeto Amora caracteriza-se por ser uma proposta que visa desenvolver a capacidade de autonomia dos alunos promovendo atividades que privilegiam diferentes formas de interação
Cada webfólio apresenta dados gerais sobre a escola e espaço para o registro dos projetos pedagógicos desenvolvidos, bem como de atividades diárias, atualizando informações e manter-se informado sobre os demais parceiros precisando produzir uma apropriação de alguns recursos tecnológicos para ser complementado.
A participação em listas e fóruns de discussão permite ao usuário a troca de informações e discussão de cunho teórico, quanto à resolução conjunta de problemas permitindo a expressão, discussão e contraposição de ideias entre os sujeitos, é um recurso que promove a aprendizagem e possibilita a construção do conhecimento, abrangendo várias temáticas
            O uso de bloggers serve para ermitir o registro de forma rápida e simples funcionado como um diário no qual o usuário (aluno ou professor) pode registrar atividades, eventos ou impressões acerca de determinado assunto.A construção de um blog de forma cooperativa também possibilita a interação entre os sujeitos e promove a troca de ideias e a resolução de desafios.
O uso de mapas conceituais nas mais diversas etapas do processo educacional. Sendo ferramenta para armazenar e organizar conhecimento. Eles incluem conceitos (geralmente armazenados em caixas ou círculos) e as relações entre eles que indicam uma conexão entre conceitos.
Leciono em uma escola municipal de educação infantil de Canoas, na turma de jardim II, crianças entre 5 a 6 anos de idade. A tecnologia é uma importante ferramenta para a educação, observando-se nas oficinas oportunizadas habilidades nas áreas cognitiva e social.  As crianças possuem contato espontâneo com a tecnologia, penso que devido ao fato de nasceram na época da era tecnológica, familiarizando-se com o acesso ao mundo digital, desde muito cedo.
Comentei no fórum sobre experiências cotidianas relacionadas às crianças e a tecnologia,pois estas utilizam celulares, possuem tablet, ainda que supervisionadas pelos pais ou responsáveis, e até mesmo notebooks e celulares de brinquedos expressam suas vivências com inovação pedagógica, sendo impossível de não pensarmos e construirmos momentos de atividades dirigidas e momentos de brincadeiras livres adequando ao planejamento, e sim pensando no papel de cada um, professor estimulador e o aluno como o autor de sua aprendizagem, embora haja muitos desafios a serem enfrentados. 
A criação de um blog, em minha turma fica difícil, pois é preciso considerar a faixa etária das crianças, necessitando da intervenção e  apoio constante da famílias que possuem muito pouca participação na vida escolar das crianças, ainda que utilize os meios tecnológicos para outros fins como entretenimento, por exemplo. Além de não termos acesso a computadores, e as oficinas que eram ofertadas na escola ao lado da nossa, no momento estão indisponíveis, pois há constante falta de professores. Esses e outros desafios são constantemente enfrentados em nossa vida escolar diária.



DUTRA, Ítalo Modesto, LACERDA, Rosália Procasko, Tecnologias na escola: algumas experiências e possibilidades V. 1 Nº 1, Fevereiro, 2003 .CINTED-UFRGS